Com uma ampla variedade de plataformas de música disponíveis hoje em dia, as pessoas têm uma imensa quantidade de opções para descobrir música e escutar o que vem por aí de novidades. Embora as mídias tradicionais como o rádio continuem populares entre os ouvintes, os aplicativos de streaming oferecem serviços que permitem interagir com a música de novas formas.

Como o streaming permite que as pessoas encontrem e ouçam uma variedade maior de músicas, o desejo da conexão social também muda a forma como os ouvintes descobrem e compartilham novas faixas e artistas. Segundo Will Page, ex-economista-chefe do Spotify, esse é um comportamento que pode ser mais comum como resultado da pandemia: “Após o vírus, as pessoas podem desejar música como uma experiência social, ao invés da música por si só”.

Serviços digitais facilitam a descoberta de músicas

As plataformas digitais já transformaram a forma como os mais jovens ouvem música. Em nove dos 10 países pesquisados, a maioria das pessoas entre 18 e 34 anos diz que escuta música em serviços de streaming mais do que em outras mídias. 3. No Reino Unido, dois terços dos jovens ouvem música com mais frequência em streaming, em comparação com 27% daqueles com 35 anos ou mais, por exemplo.

Essa mudança para o streaming, permitiu que muitos ouvintes descobrissem novos artistas e novas músicas. Nos EUA e no Brasil, mais da metade dos usuários que são fãs de serviços de streaming 4, estão muito satisfeitos com a possibilidade de descobrir músicas. No entanto, existem nuances geográficas. Apenas 43% dos usuários de streaming no Canadá e 40% no Reino Unido estão muito satisfeitos com esta possibilidade.

Algumas pessoas com 35 anos ou mais ainda não aproveitam os benefícios da descoberta digital, já que o rádio segue como o serviço mais usado por esse público em metade dos países pesquisados5, acima de outras opções, como streaming ou formatos de música que eles já possuem.

Esse público mais velho, está aberto a explorar uma variedade de artistas – cerca de 78% das pessoas com 35 anos ou mais nos EUA não se prendem aos gêneros, dizendo regularmente que gostam de vários estilos. Essa abertura é significativa em todos os mercados e particularmente forte no Reino Unido, onde 82% das pessoas a partir de 35 anos são independentes de gênero, em comparação aos 78% da Alemanha.


Apesar dessa curiosidade, as pessoas que na maioria das vezes descobrem novas músicas no rádio ficam menos satisfeitas com o que encontram, em relação a aquelas que as descobrem por meio do streaming. Essa tendência se mantém entre os países. No Reino Unido, 40% dos fãs de serviços de streaming se sentem muito satisfeitos com a capacidade de descobrir novas músicas, em comparação aos 29% dos ouvintes de rádio. Da mesma forma, 44% dos fãs de serviços de streaming na Austrália, estão muito satisfeitos com sua capacidade de descobrir novas músicas, em comparação a um quarto dos ouvintes de rádio. Com os consumidores buscando formas mais fáceis de descobrir música, as marcas e os serviços podem ajudar a direcionar cada geração para as ofertas que melhor combinam com suas preferências e gostos.

Os serviços de streaming sabem que você está ocupado demais com sua vida para ter mais tempo para procurar novas músicas. Então, o algoritmo faz isso por você. Ele substitui o custo da pesquisa por mais benefícios da descoberta.

As pessoas querem níveis diferentes de controle sobre suas escolhas musicais

A mudança global para as formas digitais de ouvir música impactou na tomada de decisão. Por exemplo, consumidores mais jovens em todo o mundo estão cada vez mais favoráveis à Inteligência Artificial (IA) tomar suas decisões musicais. Cerca de 40% das pessoas entre 18 e 34 anos de idade na Austrália acham que os algoritmos são bons em sugerir músicas para elas com base em seus gostos, em relação aos 17% das pessoas com 35 anos ou mais. Mas há nuances nacionais nas atitudes entre gerações em relação à curadoria do algoritmo: na Coreia do Sul, a diferença não é tão grande em relação a outros mercados, com 35% das pessoas entre 18 e 34 anos, e 26% a partir de 35 anos acreditando que os algoritmos são bons em escolher músicas que se adaptem ao seu gosto.

Enquanto os ouvintes mais jovens escolhem recomendações digitais, ao longo das gerações, as fontes familiares e de pessoas que eles conhecem na vida real, os influenciam a encontrar inspiração para novas músicas. Isso se confirma em todos os países, com 44% dos canadenses e 38% dos ouvintes do Reino Unido com 35 anos ou mais dizem que as pessoas que eles conhecem são boas em dar recomendações musicais.

Quando se trata de personalizar suas escolhas musicais de forma independente, o grupo de pessoas mais jovens streaming-first pode adaptar a música com mais facilidade às suas preferências do momento. Na França, 72% dos ouvintes de música mais jovens dizem que conseguem, com sucesso, combinar a música ao seu humor, e 65% das pessoas a partir dos 35 anos se sentem da mesma maneira uma tendência observada em todos os mercados.

No entanto, as pessoas estão dispostas a abrir mão do controle de selecionar seu feed de música se sentirem que um serviço já atende às suas preferências pessoais. Cerca de 43% dos consumidores norte-americanos de 18 a 34 anos e 38% daqueles com 35 anos ou mais6, dizem que vale a pena pagar mais por um serviço que oferece uma playlist ou estação (mixtape/coleção) personalizada com músicas que eles já gostam.

Para aqueles que controlam apenas parcialmente o que ouvem, os consumidores mostram sentimentos diferentes por faixa etária. Neste ponto quando organizados por todos os mercados, a principal razão pela qual os consumidores com 35 anos ou mais ouvem música que selecionam parcialmente é porque estão em um lugar onde não têm tempo ou oportunidade para escolher cada faixa. Enquanto os ouvintes mais velhos percebem isso em termos mais circunstanciais, aqueles entre 18 e 34 anos veem isto como uma oportunidade de descoberta. Quase metade (46%) dos ouvintes na faixa etária entre 18 e 34 anos nos EUA, dizem ouvir música que controlam parcialmente porque às vezes têm somente uma ideia geral do tipo de música que desejam ouvir (em comparação aos 26% dos ouvintes de 35 anos ou mais). Além disso, 40% do público mais jovem nos EUA faz isso porque o serviço usado geralmente escolhe as músicas que eles gostam (em comparação aos 30% dos ouvintes com 35 anos ou mais).

A tecnologia permitiu que a música se tornasse mais pessoal e atendesse mais a gostos específicos. As pessoas esperam a personalização como um presente. Você precisa se lembrar que há mais coisas lá fora e que as pessoas querem ter escolhas

Comunidades online permitem conexões mais fortes entre os fãs

Muitos ouvintes de música em todo o mundo querem mais proximidade de seus artistas favoritos, com quase três quartos das pessoas com 35 anos ou mais no México e no Brasil7 dizendo que gostariam de ter um envolvimento mais íntimo entre fãs e artistas; cerca de metade no Japão, na França e nos EUA8 concordam.

A mídia social mostra ser um lugar eficaz para o envolvimento dos fãs e para fomentar essas conexões, especialmente entre os mais jovens. No Reino Unido, quase metade (49%) das pessoas entre 18 e 34 anos acha que as mídias sociais ajudam a conhecer melhor os artistas9. E nos EUA, 57% das pessoas entre 18 e 34 anos se sentem da mesma maneira10.

A mídia social também permite que os fãs estejam atualizados com seus ídolos. Quase três quartos (74%) dos ouvintes de música na Austrália que seguem artistas no Facebook e Instagram, dizem que fazem isso para acompanhar as novidades, e dois terços dos britânicos concordam.

Muitos consumidores também acreditam que a música é uma forma valiosa de se conectar com outras pessoas, com 43% das pessoas entre 18 e 34 anos nos EUA dizendo que se sentem assim. No contexto de uma pandemia global, uma experiência compartilhada pode acelerar a conexão entre os fãs. De acordo com Will Page,“seria interessante ver se há um movimento em direção a muito mais escutas em comunidades [por causa do COVID-19]”. As pessoas também dizem que têm mais probabilidade de continuar usando um serviço de streaming ao se sentirem parte de uma comunidade relacionada a elas ou aos artistas nele. Isso dá às marcas a oportunidade de criar conexões com os consumidores nestas comunidades que já fazem parte de sua jornada musical, sabendo que os caminhos para o engajamento podem ser diferentes entre gerações.

Para as gerações mais jovens que cresceram com as mídias sociais, sua jornada musical começa nestas mídias, onde descobrem a música. Para as gerações mais velhas, sua jornada começa com a música e eles podem procurar mais nas mídias sociais.

O que isso significa para os profissionais de marketing

  1. Ajude a tornar a descoberta mais fácil.
    Os consumidores buscam maneiras fáceis de acessar música – 46% das pessoas no Brasil 6 dizem que vale a pena pagar mais pela melhor interface ou navegação para acessar a música que gostam. Ao facilitar a navegação de serviços e informações, as marcas podem permitir aos ouvintes terem o que desejam mais rapidamente e ajuda-los em novas descobertas.
  2. Comunique os benefícios da personalização.
    Um quarto das pessoas6 nos EUA, afirma estar disposto a pagar mais por um serviço que oferece personalização, como listas de reprodução com as músicas que mais escutaram no ano. Para se destacar, as marcas podem personalizar os serviços de acordo com as necessidades de diferentes ouvintes, como ajudar alguns a controlar facilmente suas próprias listas de reprodução e facilitar que outros abram mão da escolha de algoritmos.
  3. Aproveite as comunidades digitais para conectar os fãs.
    As comunidades online são canais essenciais para os fãs criarem conexões mais profundas por meio de conversas e conteúdo compartilhado. Cerca de 40% das pessoas na Coreia do Sul que seguem artistas no Facebook e Instagram, fazem isso para se conectar com outros fãs ou se sentirem parte de uma comunidade. Ao se conectar com os consumidores por meio de hubs online, as marcas podem ajudar os fãs a obter maior conhecimento de seus artistas favoritos e a envolver os usuários mais de perto.

A propósito, sobre os últimos itens da lista, considere contar com a ajuda da SELL PUBLICIDADE ao embarcar em sua estratégia de marketing.